Carnaval 2023

17/Feb - 25/Feb

Império da Tijuca

Biografia

  • Presidente: Antônio Marcos Teles (Tê)
  • Reina de Bateria: Laynara Telles
  • Carnavalesco: Guilherme Estevão

LIESA no ha divulgado las informaciones del Carnaval 2022

Pero no se desespere... abajo usted puede comprobar lo que rodó el año pasado.

Información del Carnaval 2022

Grupo Grupo de Acceso
Día de desfile 26/febrero
Hora del desfile 03:00

Tema - Enredo

Samba de Quilombo - A Resistência pela Raiz

Sinopsis

Estou chegando. Venho com fé, respeito mitos e tradições. Trago um canto negro e aquela gente de cor, com a imponência de um rei, vai pisar na passarela. Vamos esquecer os desenganos, viver a alegria que sonhamos, mas depois da ilusão…será que o samba ainda está em nossas mãos? A poesia do negro partideiro ficou pra escanteio quando “visual virou quesito”. Valendo apenas quem se veste mais bonito as custas de muito dinheiro. Falsos valores escritos por “brancas mãos” de intelectuais e acadêmicos que invadiram nossos terreiros. Carnaval virou mercado, produto de Estado. Mas não me incomodem, por favor. Samba é verdade do povo, ninguém vai deturpar seu valor! Nasci manifesto, preto protesto à luz de Candeia, na viola de Paulinho, na poesia de Nei e Moreira. Batizado pela resistência e bravura de Palmares, da união e insatisfação de irmãos baluartes. Compositores “quilombolas” cantando com pés no chão fundaram a “Nova Escola”. Em meu pavilhão, o branco inspirado na simplicidade da paz, sintetizando um mundo de amor, simbolizado no dourado e lilás. Aqui todos podem colaborar, mas ninguém pode imperar. A sabedoria é meu sustentáculo e meu princípio é o amor. Sou a casa da nossa cor, que carrega no peito a ancestralidade e tradição, desabrocha sua arte e lugar de fala, no corpo, na voz e nas mãos. Se manifesta no girar da baiana; no versar de um partideiro. Por poemas, filmes e melodias; pelos debates e discursos no terreiro. Movimento pelo compositor, por reconhecimento das barreiras que preto enfrenta nesse país. Mas exaltando toda a riqueza de nossa raiz e compreendendo que o samba é quem faz nossa gente mais feliz. Extraio o belo das coisas simples que me seduzem, sendo lar de sambista e centro das artes da negritude. No barato tecido, um folclore negro colorido, na cultura popular ancestral, a estampa do sorriso. Cortejam Afoxés e Macaratus, bailam jongueiros e Lundus. No balanço de um samba de Caboclo, na ginga de um capoeira; no miudinho de um Partido Alto, num pandeiro, tamborim e viola que toque a noite inteira. Não me apavora nem rock, nem rumba e pra acabar com tal de “soul” basta um pouco de macumba! Girem saias e guias, ecoem louvores e cantares aos santos, deuses e orixás pelos heróis de nossa liberdade. Salve Dandara, Ganga Zumba, Luiza Mahin, Maria Felipa, Manoel Congo. Valeu, Zumbi! Sai pelas ruas do centro e dos subúrbios com minhas baianas rendadas, sambando sem parar. Com minha comissão de frente digna de respeito, carregando no peito minhas origens através de enredos. Fiz “Apoteose das mãos” em meu primeiro cortejo, ao som de Martinho devolvi ao estandarte a história das origens negras “Ao povo em forma de arte”. Pelos versos de Luiz Carlos, cantei Solano Trindade; pelos versos de tantos mestres celebrei Zumbi e comemorei os noventa anos da liberdade. Plantei a semente, cultivei a raiz, flori e deixei herança. Sou Quilombo! Eu sou o povo, sou canto, sou dança! Sou Candeia! Sou voz que não cansa de lutar para negro alcançar seu dia de graça. Então, não negue a raça! É hora de fazer Kizomba mais uma vez para a Conceição padroeira abençoar seus filhos quilombolas, que hoje também são da Formiga e desfilam na avenida todo o nosso cantar. E é por isso que eu canto… Axé, Tijuca! Ora yê yê ô!

Letra de la Samba Enredo

Clamo a presença dos ancestrais


Arde a chama na candeia


Reluz os seus ideais


Livre, o samba faz escola


Manifesto no terreiro


Sou quilombola


Vou de pé no chão


Resgatar a pureza dos meus carnavais


O novo pavilhão


Foi Oxum quem bordou de dourado e lilás


Vem maracatu do caboclo lanceiro


Dança o caxambu, jongueiro


Saravá lundú, afoxé, capoeira


No rabo de arraia não leva rasteira


*Puxa o partido pro mestre versar (Candeia!)*


*Firma na palma da mão a noite inteira*


*Risca no amoladinho, ioiô*


*Ô iaiá, vem mexer com as cadeiras (vem sambar)*


Sou da arte negra sentinela


Um quilombo em cada favela


Contra toda forma de opressão


Sou a poesia sem mordaça


Tambores em dia de graça


Heróis e heroínas da abolição


Sou o canto forte de Palmares


A vibrar pela cidade


Um grito sufocado a resistir


Inspiro a verdadeira liberdade


Valeu, Zumbi


*Quem leva a noite na cor*


*De verde e branco é rei*


*Mostra seu valor*


*No Império da Tijuca*


*Negritude é lei*


*(Negritude é lei, é lei)*

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