Carnaval 2023

17/Feb - 25/Feb

Acadêmicos do Salgueiro
Ranking Liesa
#3

Biografia

  • Presidente: André Vaz da Silva
  • Reina de Bateria: Viviane Araújo
  • Carnavalesco: Alex de Souza

LIESA no ha divulgado las informaciones del Carnaval 2022

Pero no se desespere... abajo usted puede comprobar lo que rodó el año pasado.

Información del Carnaval 2022

Grupo Grupo Especial
Día de desfile 27/febrero
Hora del desfile 23:50

Tema - Enredo

Resistência

Sinopsis

Maior cidade escravista das Américas, o Rio de Janeiro foi o palco da assinatura da Lei Áurea, diploma legal que extinguiu o trabalho cativo no Brasil. Abolir a escravidão, porém,não foi suficiente para promover as mudanças tão desejadas por todos nós. Abandonados pelo Império, continuamos sem condições para uma existência decente. Libertos, tornamo-nos prisioneiros da miséria nos cortiços, nas ruas, nos trabalhos precários e na ausência de direitos humanos e sociais básicos. Discriminados e marginalizados,sem cidadania, sem alternativas para uma vida digna, fomos lançados à nossa própria sorte. Excluídos – no dia seguinte, na década seguinte, no século seguinte -, vivemos, até hoje, sufocados.

Ser preto no Brasil e no Rio de Janeiro, hoje, éter que lutar diariamente por respeito. Lutar para não ceder nem sucumbir à segregação e ao constrangimento promovidos pela sociedade e pelo Estado. É recusar os abusos e a submissão pela ausência de políticas públicas que poderiam promover melhores condições de vida. É não se deixar enganar pela pseudo “democracia racial”, sempre camuflada por hipocrisia, eufemismos ou subterfúgios mal disfarçados.

Aqui, ser preto é, acima de tudo, um ato de RESISTÊNCIA.

E resistir é ter nossa história, antes negada e silenciada, ressignificada e recontada no carnaval, lugar de alegria, mas também de diálogo com o mundo.Ao som dos tambores ancestrais, o Salgueiro foi pioneiro na introdução da temática africana nas escolas de samba. Seguiu na contramão da narrativa “oficial” do país e deu vez e voz aos personagens, heróis e protagonistas pretos. Como um Griot, transmitiu ricas histórias por meio de seus enredos e desfiles, consolidando a participação da escola no processo de resistência cultural e de luta contra o racismo institucional.

Resistir é plantar um legado nos “chãos” do Rio de Janeiro. Criamos Quilombos, lugares de resistência e insurgência, com estrutura politica, econômica e social africana. Revivemos a história nas marcas deixadas na Pequena África, região que se destaca como lugar de acolhimento e também por personagens como as tias baianas festeiras da Praça XI, cozinheiras e Mães de Santo celebradas até hoje pela fantasia e pelo rodopio que as nossas Alas de Baianas exibem. Foram elas que formaram o espaço sociocultural do samba, entendido como extensão dos terreiros de Candomblé.

Resistir é professar nossa fé. Por ela nos unimos nas irmandades religiosas que faziam filantropia por justiça social. Construímos os terreiros de Candomblé, templos que são uma reinvenção do macro universo cultural e religioso trazido do continente africano. Desenvolvemos o Culto Omolokô e criamos a Umbanda, religião afro-brasileira surgida no Rio de Janeiro, que sincretiza elementos do Candomblé, do Espiritismo e do Catolicismo.

Resistir é expressar nossa cultura para manter a continuidade de valores civilizatórios. Com a benção dos orixás, entramos na cozinha, espaço de saber, para alimentar o corpo e a alma. Para transformar alimentos, hábitos e a própria culinária brasileira. Ao som dos atabaques, “compramos o jogo” nas rodas de capoeira e dançamos jongo ou caxambu. Pisamos nos gramados para expulsar os cabelos esticados e o pó-de-arroz que “disfarçavam” a cor da nossa pele. Colorimos as passarelas e as ruas com as formas, signos, símbolos, texturas e acessórios de nossa moda.

Resistir é fazer arte. Inquietos por representatividade e pela visibilidade que insistem em nos sonegar, criamos nossas próprias narrativas e espaços nas artes cênicas, como o Teatro Experimental do Negro. Assumimos nosso protagonismo e nos fizemos enxergar também por meio da literatura, da dança, das artes plásticas. Espalhamos para o mundo a vocação artística que reside em nós.

Resistir é festejar. É revelar nossa maneira de ser por meio das festas, do modo de celebrar a vida, do entusiasmo que propicia o resgate de nossa identidade e afirmação existencial. Desde o chorinho na Festa da Penha, passando pelas escolas de samba, afoxés e blocos afro. Pelo pagode à sombra da tamarineira, pelo funk carioca e pelo charmoso baile sob o viaduto de Madureira.

Resistir é existir.

É continuar a reverberar a coragem dos nossos heróis contemporâneos de pele preta. É saber que somos frutos de uma mesma raiz de igualdade, fé, esperança, arte e vida. É crer que nenhuma luta foi em vão. Que nenhuma luta será em vão. É persistir no sonho de igualdade para que ele não seja silenciado. É entender que, juntos, em cada passo e em cada pequena mudança, seguiremos adiante. E é ter certeza que, no dia em que fizermos cair todas as máscaras da discriminação, conseguiremos, enfim, respirar.

Samba Enredo

Letra de la Samba Enredo

Um dia meu irmão de cor
Chorou por uma falsa liberdade
Kaô Cabecilê, sou de Xangô
Punho erguido pela igualdade
Hoje cativeiro é favela
De herdeiros sentinelas
Da bala que marca feito chibata
Vermelho na pele dos meus heróis
Lutaram por nós contra a mordaça
Ê, mãe preta, mãe baiana
Desce o morro pra fazer história
Me formei na Academia
Bacharel em harmonia
Eis aqui o meu quilombo, escola

Ê, Galanga, ê, Rei Zumbi, Obá
Preta aqui virou Rainha Xica
Sou a voz que vem do gueto
Resistência no tambor
Pilão de preto velho eu sou

Ê, Galanga, ê, Rei Zumbi, Obá
Preta aqui virou Rainha Xica
Sou a voz que vem do gueto
Resistência no tambor
Pilão de preto velho eu sou

No Rio batuqueiro
Macumba o ano inteiro
Não nego meu valor, axé
Gingado de malandro
Kizomba e capoeira
Caxambu e jongo, fé na rezadeira
Tempero de Iaiá, não tenho mais, sinhô
E nunca mais, sinhá
Sambo pra resistir
Semba meus ancestrais
Samba pelos carnavais
Torrão amado o lugar onde eu nasci
O povo me chama assim

Salgueiro, Salgueiro
O amor que bate no peito da gente
Sabiá me ensinou: Sou diferente

Salgueiro, Salgueiro
O amor que bate no peito da gente
Sabiá me ensinou: Sou diferente

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